


















Há exatamente meio século atrás surgiu o Mini, um conceito revolucionário que viria a tornar-se um fenômeno, um dos automóveis mais versáteis e significativos da historia.
O seu projeto, concebido por Sir Alec Issigonis num insight extraordinário, apresentou ao mundo o primeiro conjunto moto-propulsor dianteiro transversal super compacto, que permitiu um aproveitamento de 80% de área para os ocupantes do veículo. Essa inovação logo foi imitada por outros fabricantes e predomina atualmente em toda a indústria para carros de pequeno, médio e até médio-grande porte.
O seu projeto, concebido por Sir Alec Issigonis num insight extraordinário, apresentou ao mundo o primeiro conjunto moto-propulsor dianteiro transversal super compacto, que permitiu um aproveitamento de 80% de área para os ocupantes do veículo. Essa inovação logo foi imitada por outros fabricantes e predomina atualmente em toda a indústria para carros de pequeno, médio e até médio-grande porte.
O Mini está para os Britânicos, assim como o Volkswagen Sedan - Käfer na Alemanha, ou Fusca no Brasil - está para os Germânicos. E em 1999 chegou a ser eleito como o segundo carro mais famoso do século XX, depois do Ford Modelo T.
Ele veio a ser industrializado a partir de 1959 pela British Motor Corporation, que o comercializou com os nomes de Mini-Austin e Mini-Morris em vários países. Mas, depois passou a chamar-se Mini-Cooper devido à parceria estabelecida com John Cooper para desenvolvimento dos seus motores. John Cooper (1923-2000), famoso piloto, construtor de carros, dono de equipe e precursor da era motor-câmbio traseiros na F1, foi o responsável pelo desempenho surpreendente dos Mini Cooper e Mini Cooper S, que conquistaram a todos, além de vitorias, como no lendário Rallye de Monte Carlo em 1964, 1965, 1966 e 1967.
No ano 2000 a produção do Mini passou a ser controlada pela BMW, que manteve a licença John Cooper Works e promoveu alterações dimensionais na carroceria, implementando ainda, padrões de segurança adequados às exigências internacionais. A exemplo de outros poucos ícones da indústria, como o Porsche 911, o Mini conserva suas linhas básicas originais, já há 50 anos, provando que o que é bom não precisa ser mudado. Ele conserva também, sua proposta de racionalidade pratica, inicialmente voltada para um carater popular de consumo, mas que terminou alcançando faixas mais elevadas de mercado devido ao seu enorme sucesso e com as opções de mecânica e de conforto que oferece.
No Brasil, onde infelizmente o Mini não é fabricado, temos que pagar as taxas adicionais de importação para adquiri-lo e seu preço chega a custar mais do que o dobro em relação aos médios top de linha produzidos em nosso país. Mas, como diz o velho ditado, ‘mais vale um gosto que um tostão no bolso’. E esse vale mais do que custa; o Mini Cooper S, na versão John Cooper Works Supercharged 1.6 l das ultimas fotos, produz ótimos 211Hp. Considerando-se o porte, a relação peso-potência e o baixo centro de gravidade, pilotar esse pequeno foguete é uma sensação indescritível. Belo carro, ele é o mais puro objeto do desejo.
O Mini está sendo importado e distribuído oficialmente pela BMW no Brasil desde Março-2009.